Que Horas São em Tua Burrice?

Registros de uma vigia de chuva

quinta-feira, 12 de agosto de 2010




Do ser.
De´pressão.


(foto:Thalita Ciana)



MEU NADA-SUSPENSO


(foto:Thalita Ciana)

Buracos abertos na previsão dos planos.

- Agora me vem suscitado no peito,
Esse vim de borboletas.
Logo aqui, agora, para quê?!

A dor final, desse conto,
Conto,
Irão se repartir, dois corações,
Um se libertará, o outro, também.
Porquê a vida é movimento, e,
Em todas as coisas, se 'entranha',
E tudo, tem o dever de estranhar.
Natural, como sorrisos em homenagens, risco de vôo, ou, trajetória de um gesto.
Porquê somos, naturais-surreais.
Porquê somos, uma parte daquelas sombras dos quintais.
Porquê a tempestade 'natural', dialoga, ao mesmo tempo,
Com a vidraça dos berçários e com o pânico dos náufragos,
Porquê algo de nós, se instala na paz daquele encontro da sombra dos troncos.
Então até lá, baby,
Até o fim do conto, até a dor final,
Até a orquestração das cores,
Entre o talento e a boca,
Esse rio deve rir,
Sem verbo ter,
O verbo "ter" é a prisão dos homens.
Desfiz um rosto *absorto,
Que não sabe, a diurna lida, de poetas,
Que se explodem, se riscam,
Para gerar escarro,
Para escarrar repassos de entrepassos,
Luas e quedas.
Ah! Devolvi uma lua narcisista ontem.

Eu só outono hoje.
Folha e vento,
Imagens com aquela cor de frio de outono.
E pra não mudar o cenário da cena de outono.
Só.
Somente só.

Fiz algo assim:

Embriago-me por ter tido filhos, com salário parco e pouco chão.
Me sinto viva
E não sei morrer,
Como quem abre o trinco de uma porta, para mais uma imensidão do ser.
A noite, escuto fluir, nas veias, eternidades amarradas,
ao não ser a que me incendeia.
Amo e desamo, o mundo acima de meu coração. o mundo cabe na palma da mão...?
O coração sempre arrasa a razão, 'parodiando'.
E me esfacelo, em tudo que digo sim, quando, deveria ter bradado o "não".
O que sabemos, e o que ignoramos,
Pouco na verdade, me adiantam.
Meu destino é sorver, os caminhos a que não chegamos,
Levar Vida na carcunda, para chuvas de pipoca.
Amar, Zelar, Produzir, de acordo com capacidades,
Ser capaz de respirar fundo sempre...

Eu.hoje.sacerdotisa de equivocos.suja.limpa.áspera.definida e imprecisa.

Porém Viva,
mais que certa.


Azul OoOo

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Presente Bloqueado

A noite, lua se solta.
Fera embriaga-se.
Luxo em mão.
Veia aberta.
Fogo tú,
Beatles tú.
Vinil qualquer tú,
Vinil qualquer um.
Volta, no sorriso,
Lembra Vida,
Lembra poros, não gozados.
Goza comigo,
que eu te torno o trago mais ausente e mais amante.
Traga comigo,
Que eu te torno, o gozo mais beat e mais livro, dos livres homens.
Goza em mim,
que torno teu Chico, Gal.
Chuvisco aurora,
e cuspo cachoeira.
mão comigo.
Guardo sorriso de tempos bloqueados, adentras?
Diz que pára o segundo desse sol, que vale.
Navalha tú.
navalha nu.
Minha orelha na tua língua, dizendo que não.
Cantando gemer.
Amanhece comigo,
Que te torno o beijo mais gostoso de café, dos últimos temporais.
Amanhece comigo,
Que te faço íntimo de todas as sortes, de todos os mapas, de todos os astrais.
Amanhece e dorme de novo,
que te faço a pessoa mais bem paga, mais feliz, mais bem resolvida, bem banhada, bem comida e bem cuidada de todas as outras.
Fica, mais um pouco...
Te dou nuca, e duas Vidas,
em baralhos de damas inocentes.
Despede-se de mim,
Beijando minhas costas,
que torno tuas mãos,
as mais coloridas e sem nome,
dos antepassados presentes.
Fala alto, Vem!
Grita baixinho, Vai!

e vai, morre como a noite agora.

AzulOooOoo

domingo, 8 de agosto de 2010

***

De onde nem tempo, nem espaço
Que a força mãe dê coragem
Prá gente te dar carinho
Durante toda a viagem
Que realizas do nada
Através do qual carregas
O nome da tua carne...


Terra, Caetano.


(com tempo pouco, pra escrever por aqui, sejam horas ou textos.)

(ausente, navegante, esquiva por gozos.)

"A cada transa, ficamos mais exigentes, a cada exigencia, ficamos mais sexy's, a cada dor de amor, menos amorosos e mais amantes, e quando amantes, extremamentes lambidos e escrotos, e se assim seja, extremamente humorísticos e saudáveis..."

.pulso de vida, pulso de toque, gargalhar de tipo todo, ideologia, fonte, inseto.

olho no olho do homem de elemento terra

"Terra à Vista"


azul OOoo

*

Ateu.

ah, um ter teu.
um, que seja, dentro daquela estrela, vertigem!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

tempo para mim.
deitada com um ou dois poemas transbordando.
esquiva!
indo bem devagar.